Posts de Maio 12th, 2007|Página de posts diários
Veja 4 – Diogo Mainardi: o lulismo recria a censura prévia
Diogo Mainardi denuncia em sua coluna desta semana que o governo Lula reintroduziu a censura prévia no país. Seguem trechos:
Sabe quem é Themis Lobato? Sabe quem é Marina Sotero? Sabe quem é Valéria Godoi? Sabe quem é Demetrius França? Sabe quem é Edson Junior? Sabe quem é Rodrigo da Cunha? Todos eles pertencem ao Dops lulista. Foram contratados pelo governo para fazer a censura prévia dos programas de TV. O Dops lulista está instalado no Ministério da Justiça. É conhecido como Dejus. Nos círculos lulistas, a censura prévia ganhou outro nome. Agora é chamada de “classificação indicativa”.
O lulismo reintroduziu oficialmente a censura prévia no Brasil em 9 de fevereiro deste ano, por meio da Portaria 264, que regulamenta a classificação indicativa dos filmes e dos programas de TV. O artigo 4º estabelece que a análise das obras deverá ser “realizada previamente” por analistas contratados pelo Ministério da Justiça. Repito: previamente. Isso significa que, antes de mandar um programa ao ar, a emissora de TV terá de negociar seu conteúdo com os censores. Corta aqui. Corta ali. Muda acolá.
No momento, o Dops lulista pode contar apenas com seis censores: os seis citados na abertura deste artigo. Eles têm entre 22 e 26 anos. Menos um, que já passou dos 40. Uma das censoras acaba de se formar em pedagogia. Outra é estudante de artes cênicas. Outro é administrador de empresas. Além dos seis censores, o Dops lulista pode dispor também de uns estagiários da Universidade de Brasília. A partir de agora, esse grupo passará a mandar em sua TV, decidindo o que você está apto e o que você não está apto a ver. Leia íntegra da coluna clicando aqui
Veja 3 – Por que a quebra de patente foi um péssimo negócio para o Brasil
A Veja desta semana traz uma entrevista com Tadeu Alves (foto), presidente da divisão latino-americana do laboratório Merck Sharp & Dohme. Ele revela uma coisa surpreendente. “Propusemos reduzir 30% o preço do medicamento e ainda oferecemos um pacote de incentivos. Estávamos dispostos a fabricar o Efavirenz no Brasil a partir de 2008. Além disso, sugerimos transferir a tecnologia de produção do Efavirenz para o laboratório federal Farmanguinhos (da Fundação Oswaldo Cruz) em 2010, dois anos antes do fim da patente”. Lembra também que a economia do governo, dada a redução que tinha sido proposta pela empresa, será de US$ 17 milhões, não de US$ 30 milhões. Alves está mentindo? Se não está, o governo brasileiro fez um péssimo negócio e, com efeito, em vez de gerar empregos no Brasil, decidiou fazê-lo na Índia. Seguem trechos da entrevista e link. Por Cíntia Borsato:
GOVERNO DIZ TER ESGOTADO TODAS AS POSSIBILIDADES DE NEGOCIAÇÃO ANTES DE QUEBRAR A PATENTE DO EFAVIRENZ…
Não houve negociações propriamente ditas. Sempre tivemos um bom relacionamento com o Brasil. Mas dessa vez foi diferente. Fomos tachados de “inflexíveis”, mas quem agiu assim foi o governo. O Ministério da Saúde limitou-se a exigir uma redução no preço do medicamento de 1,57 dólar o comprimido para 0,65 dólar. Não houve espaço para diálogo. Foi uma decisão abrupta, inesperada e lamentável.
(…)
POR QUE O SENHOR ACHA QUE O GOVERNO LULA RECUSOU A PROPOSTA DA MERCK?
Não sei ao certo. O presidente mundial da Merck, Richard Clark, conversou com o ministro Temporão e ouviu palavras conciliatórias. Em uma semana tudo mudou e os canais de diálogos foram fechados. Um dia antes do anúncio do governo, e sem saber dele, propus ao Gerson Penna (secretário de Vigilância do Ministério da Saúde) melhorar nossa primeira proposta, mas o governo não nos ouviu.
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Veja 2 – Vandalismo contra a transparência

Por Camila Pereira:
O obscurantismo abomina o conhecimento. A queima de livros durante a Inquisição, a depredação, no ano passado, de um centro de pesquisas da companhia Aracruz por uma horda de 2 000 militantes teleguiada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os exemplos atravessam eras e continentes. O obscurantismo pode tornar-se pior quando combinado com a praga do corporativismo. Foi o que ocorreu no último dia 3 na Universidade de São Paulo, a maior instituição de ensino superior e pesquisa do país. Um bando de 300 alunos invadiu o prédio da reitoria, depredou suas dependências e ocupou o gabinete da reitora Suely Vilela. Os manifestantes passaram a usar internet e telefone livremente para divulgar seu protesto, que, na última sexta-feira, já durava uma semana. Qual é a razão para tanto vandalismo? Entre reivindicações oportunistas, como a melhor conservação dos prédios da universidade, os depredadores de prédios públicos querem impedir que o governador José Serra exija mais transparência dos gastos das três universidades estaduais – além da USP, a Unesp e a Unicamp. Assinante lê mais aqui
Foto: Vidal Cavalcante/AE
Veja 1 – Brasil: medalha de ouro na gastança e na lambança
Os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro reunirão, em julho, 5.500 atletas de 42 países. Serão disputadas 2.500 medalhas, em 34 modalidades esportivas. Os competidores vão se enfrentar em 29 instalações, proporcionando um espetáculo que será visto por milhões de pessoas pela TV. Mas os números que realmente impressionam são outros. Mesmo antes da conclusão das obras, o Pan do Rio conseguiu a proeza de ser o mais caro da história. Os gastos somam até agora 3,6 bilhões de reais. O custo médio das quatro edições anteriores (Santo Domingo, Winnipeg, Mar del Plata e Havana) ficou muito abaixo: 280 milhões de reais. Ou seja, o Brasil está gastando doze vezes mais para promover o mesmo evento. Nas últimas semanas, VEJA analisou contratos e teve acesso a um ainda inédito relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). Além dos gastos exorbitantes, o papelório encerra uma aula de como não se deve organizar uma grande competição internacional. Assinante lê mais aqui
Montes Claros comemora baixo índice de mortes no trânsito
De Luiz Ribeiro para o jornal Estado de Minas:
De acordo com os resultados da pesquisa “Vida no Trânsito”, entre as cidades mineiras com mais de 100 mil moradores, Montes Claros – 342,5 mil habitantes, no Norte de Minas – ocupa o penúltimo lugar, em termos de mortes no trânsito. A taxa média de mortes em acidentes com carros, motos e ciclistas na cidade foi de 10,7 mil por grupo de 100 mil habitantes. A engenheira Ivana Colen Brandão, da Empresa Municipal de Transportes de Montes Claros (Transmontes), salienta que o índice resulta do trabalho e das campanhas realizadas na cidade, que têm como meta a preservação da vida.
“Em todas as intervenções que fizemos no trânsito, antes da melhoria da fluidez, colocamos sempre a segurança em primeiro lugar’, afirma Ivana Brandão. Segundo ela, uma das medidas adotadas foi a instalação de um maior número de placas de “parada obrigatória” nos cruzamentos. Também houve o reforço na sinalização horizontal. “Percebemos que o “pare” escrito no chão tem muito mais poder de advertência junto ao motorista, chamando muito mais atenção do que as placas”, assegura a engenheira de trânsito.
Ela lembra que a Transmontes também investiu na educação. “Os nossos agentes que trabalham em frente as escolas, por exemplo, sempre conversam com os alunos seus pais sobre a segurança do trânsito. O objetivo é educar os motoristas e mostrar que todos nós somos responsáveis por um trânsito seguro”, afirma Ivana Brandão.
O índice relativamente baixo de acidentes com mortes na área urbana de Montes Claros se deve ainda, ao trabalho preventivo realizado pela Polícia Militar. “Realizamos “blitz” educativas, com abordagens dos motociclistas e motoristas nas grandes avenidas”, relata o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar de Montes Claros, major Franklin de Paula Silveira. Leia mais aqui (link aberto)
Frei Galvão vira santo e papa condena a mídia

Na cerimônia festiva em que canonizou Frei Galvão, no Campo de Marte, em São Paulo, ontem de manhã, o papa Bento XVI destacou as qualidades do primeiro santo brasileiro, para voltar a pregar a fidelidade e a castidade. E condenou os veículos de mídia que desprezam esses valores: ‘É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento’. À tarde, em encontro com 400 bispos, na Catedral da Sé, o pontífice pediu combate à %u201Cferida do divórcio’ e às uniões livres, e cuidado para evitar ‘desvios sexuais’. Também recomendou aos religiosos empenho pela justiça social e proteção aos menos favorecidos. Criticou ainda as seitas cristãs pela abordagem agressiva, na busca de adeptos. Cobrou empenho dos sacerdotes no trabalho de evangelização e recriminou movimentos reformistas na própria Igreja.
Fonte e Fotos: Estado de Minas
Manchetes do Dia (12/05)
Jornal de Notícias: Coincidências na licitação
O Tempo: Cemig está de olho no mercado paulista
Hoje em Dia: Imposto pesa no Dia das Mães
Estado de Minas: Frei Galvão vira santo e papa condena a mídia
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