Posts de Maio 8th, 2007|Página de posts diários

Charge do dia

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Banditismo é igual à perseguição caluniosa, diz Lula.

lulaprograma.gifNo Estadão On Line:
O presidente Lula comparou nesta segunda-feira, 7, as acusações contra os mensaleiros e todos os que foram investigados por corrupção, nos escândalos registrados ao longo do primeiro mandato (2003-2006), aos processos de “difamação” a que, no regime militar (1964-1985), foram submetidos os arcebispos d. Paulo Evaristo Arns, de São Paulo, e d. Helder Câmara (1909-1999), de Olinda e Recife (PE). “Passaram-se o anos e as calúnias levantadas contras essas pessoas nunca foram provadas”, afirmou o presidente em resposta à pergunta do padre César Moreira, da Rádio Aparecida. O presidente concedeu nesta manhã, no Planalto, uma entrevista a um pool da Rede Católica de Rádio. Participaram da entrevista a presidente da Rede, irmã Helena Corazza, e mais outros três profissionais das rádios Aparecida, Nova Aliança de Brasília e Difusora de Goiânia.

A comparação entre mensaleiros e os arcebispos foi em resposta a uma pergunta sobre “questões éticas” envolvendo o governo. O padre Moreira disse que “houve uma certa frustração no modo como o governo tratou, no mandato passado, a questão dos escândalos”.

E arrematou: “O senhor acha que fez tudo o que devia?”. Lula disse que “o presidente da República não é policial nem tem papel de juiz”. Afirmou, ainda, que a Justiça é que vai decidir quem é ou não culpado, mas acrescentou uma opinião objetiva sobre as denúncias: “Na verdade, teve muitas coisas que foram colocadas a público sem nenhuma veracidade, sem nenhuma prova, sem nenhum argumento que pudesse dizer: isso é verdadeiro”.

Depois de dizer que “o governo tem feito aquilo que é correto fazer”, o presidente encerrou a resposta à Rádio Aparecida com a comparação com os arcebispos de São Paulo e de Olinda e Recife. “Os caluniadores não querem provas, eles só querem caluniar”, afirmou, deixando claro que, para ele, seu governo foi vítima de calúnias.

Barrado

Da coluna Painel da Folha de S.Paulo, hoje:
“Parecer de técnicos do TSE recomenda a rejeição das contas de Geraldo Alckmin na campanha presidencial de 2006. O tucano não movimentou a conta de candidato, deixando o fluxo de dinheiro a cargo de seu comitê, o que é irregular, segundo o corpo técnico do tribunal.”

Barraco de prefeitos abre congresso em BH

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De Isabella Souto para o Estado de Minas:
Uma tremenda saia justa marcou na segunda-feira o primeiro dia do 24º Congresso Mineiro de Municípios, realizado em Belo Horizonte. No fim de um discurso, em que defendeu a união dos prefeitos mineiros em prol de um novo pacto federativo, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Celso Cota, foi surpreendido com uma manifestação do prefeito de Ibirité, Antônio Pinheiro Júnior (PR). Em tom de protesto, aos gritos, ele cobrou de Cota medidas eficazes para pressionar a Assembléia Legislativa a aprovar proposta de emenda constitucional que cria novos critérios para a distribuição de parcela dos recursos referentes à Lei Robin Hood.

Aplaudido por uns e vaiado por outros, Pinheiro Júnior reclamou que vários municípios estão com sérios problemas financeiros e não são sequer recebidos por Cota para discutir o assunto. “A AMM não nos dá ouvidos e nem encampa nossos pedidos”, reclamou o prefeito, que falou durante cerca de cinco minutos. Celso Cota, visivelmente constrangido, teve dificuldades em retomar a palavra e anunciar o discurso que seria feito em seguida, pelo vice-governador Antônio Augusto Anastasia (PSDB). O vice comentou a atitude do prefeito, dizendo que se trata de um assunto polêmico e que demonstra a fragilidade da distribuição de receitas entre União, estados e municípios. “Foi um desabafo procedente, porque ele tem uma situação delicada: um município populoso com poucos recursos”, comentou.

Aprovada ainda na gestão Eduardo Azeredo (PSDB), a Lei Robin Hood trouxe novos critérios de distribuição do ICMS, em que os municípios mais ricos deveriam dividir receita com os mais pobres – daí o nome dado à legislação. Atualmente, do bolo distribuído aos municípios pelos critérios da Lei Robin Hood, 4,68% seguem a proporção direta do Valor Agregado Fiscal (VAF). Para o prefeito, esse montante deveria ser dividido por critérios sociais. Proposta nesse sentido foi apresentada pelo deputado Dinis Pinheiro (PSDB) – irmão de Pinheiro Júnior – em 2003, mas, em razão do fim da legislatura, foi arquivada.

Caso a nova regra fosse aprovada, Ibirité, por exemplo, teria R$ 100 mil mensais extras em seus cofres. Os municípios mais pobres, segundo o prefeito, receberiam R$ 150 milhões a mais a cada ano. De acordo com a AMM, proposta para revisão do repasse dos 4,68% já foi entregue ao governador Aécio Neves e à equipe econômica do governo, junto a outras seis reivindicações em várias áreas, como educação e segurança pública. Segundo Anastasia, todas as sugestões da entidade serão analisadas com cuidado. “Não temos preconceito contra nenhuma das idéias”, limitou-se a dizer.

Diretoria

Não menos polêmica foi a posse de 32 dos 41 presidentes de associações microrregionais – que, a partir de hoje, atuarão como diretores da AMM, graças a uma mudança no estatuto da entidade. Um grupo de prefeitos preferiu não comparecer ao evento. Liderados pelo prefeito de Ipatinga, Sebastião Quintão (PMDB), alegam que o estatuto não estabeleceu qual será a função deles na entidade e ainda retirou o poder de voto nas decisões.
“Não é um racha, nós teremos um trabalho mais regionalizado, enriquecendo o debate sobre as questões municipais”, afirmou Quintão. Curiosamente, ele é o vice-presidente da microrregional do Vale do Aço e representou na solenidade o prefeito de Belo Oriente, Pietro Chaves Filho (PDT), que não pôde comparecer à posse. Questionado se a postura não seria contraditória, foi evasivo. “Não tenho nada a perder estando lá dentro.”
 
Foto: Paulo Filgueiras/EM

Populismo não tem remédio

Quinze anos atrás, o Brasil foi fortemente pressionado pelos Estados Unidos, com direito a lobistas de alta patente circulando ostensivamente no Planalto e no Congresso Nacional, a aprovar a lei de patentes. Vozes sinceras preocupadas com a soberania nacional e a voracidade do capitalismo multinacional alertaram para o risco de escravidão comercial.

O Brasil aprovou a lei de patentes e, entre as principais conseqüências disso, passou a colher taxas recordes de investimento estrangeiro direto.

Depois de todos os rugidos nacionalistas juscelinistas, janguistas, militaristas, sarneyistas (lembram da reserva de mercado para informática?), o Brasil resolveu parar de usar o esperneio como estratégia diplomática.

Não é que Collor, Itamar, Fernando Henrique e Lula sejam necessariamente governantes melhores que seus antecessores. Foi a sociedade que amadureceu, e achou que estava na hora de tirar o país da adolescência.

Aos poucos, a maior parte das correntes políticas brasileiras foi entendendo que, não obstante a dureza do xadrez internacional, ter um comportamento mais transparente, mais previsível e, portanto, mais confiável diante do mundo era uma estratégia melhor – mais do que para os outros, para o Brasil. Foi assim que nasceram, entre outros, o conceito de responsabilidade fiscal (impensável até outro dia mesmo) e a cultura do cumprimento de contratos.

A decisão do governo de quebrar a patente do Efavirenz, uma droga importante no tratamento contra a Aids, está na contramão de todo esse esforço nacional empreendido nos últimos quinze anos – que, mais do que institucional, é cultural.

Leia mais do artigo do Guilherme Fiúza clicando aqui

Homem que ‘gastou poupança’ descobre que não tem câncer

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 Um homem estuda a possibilidade de processar o sistema público de saúde britânico depois de ser erradamente diagnosticado com apenas seis meses de vida, e ter gastado toda a sua poupança em jantares e viagens caras.A história de John Brandrick, de 62 anos, que deixou o emprego após saber do falso diagnóstico, ganhou as páginas dos jornais britânicos e está sendo reproduzida até mesmo em programas de televisão nesta segunda-feira.

“Boa notícia: os médicos estão errados e não estou morrendo! Má notícia: gastei todo meu dinheiro na despedida”, graceja o tablóide Daily Mail.

Segundo a imprensa londrina, Brandrick foi diagnosticado em fevereiro de 2005 com câncer no pâncreas por um hospital na Cornuália, no sudoeste da Inglaterra.

Um relatório do hospital ao seu médico geral afirmava que a expectativa de vida do então funcionário público era de apenas seis meses – “certamente menos de 12″, segundo o diagnóstico citado pelos jornais.

Inflamação inofensiva

De acordo com o The Times, Brandrick “largou o emprego, parou de pagar a hipoteca, desfrutou de refeições exorbitantes com sua parceira, noite após noite, e gastou uma fortuna em hotéis”.

“Ele torrou dinheiro com sua família, realizou viagens impetuosas de curta duração e deu suas roupas para entidades de caridade”, relatou o jornal.

Passado o ‘prazo de validade’ de sua morte, entretanto, Brandrick recebeu uma ligação das autoridades médicas informando que seu diagnóstico havia sido equivocado, e que ele havia sofrido apenas de uma inofensiva inflamação no pâncreas.

“Quero uma compensação pelo que perdi, porque agora estou sem um centavo, e não teria gasto todo meu dinheiro se soubesse, correto?”, protestou um indignado Brandrick, em um programa na televisão britânica.

Um porta-voz do hospital disse que a entidade “simpatiza” com a situação de seu paciente, mas nega ter havido negligência na conduta dos médicos que fizeram o exame.

Veja a notícia no Daily Mail (inglês)

Manchetes do Dia (08/05)

Jornal de Notícias: Mais dois assassinatos

O Tempo: Violência consome 4% do PIB da capital

Hoje em Dia: Máfia do aborto vende até remédio controlado

Estado de Minas: Mineiros doam sangue para os testes de DNA