Posts de Maio, 2007|Página de posts mensais
Renan fez emendas para obra da Mendes Júnior em período em que lobista fez pagamentos à mãe de sua filha
Na Folha desta quinta, por João Carlos Magalhães:
Uma obra da Mendes Júnior -a construção de um cais de contêineres no porto de Maceió- recebeu emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), suspeito de ter contas pessoais pagas por um lobista da empreiteira.A obra, orçada em R$ 46,5 milhões, foi contestada pelo Tribunal de Contas da União, que ordenou, em 2005, tomada de contas especial para averiguar possíveis irregularidades.As emendas foram feitas em maio de 2004 e em junho de 2005 para os Orçamentos dos anos seguintes. Foi nesse período que Cláudio Gontijo, lobista da Mendes Júnior, fez, a pedido de Renan, pagamentos à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha.Quando Renan fez a primeira emenda, em 2004, a obra -iniciada em 2001- estava parada por falta de verba, segundo a Codern (Companhia de Docas do Rio Grande do Norte), que administra o porto de Maceió.O senador pediu então o aumento de 1% da meta de construção anual do cais. Com outra emenda do ex-deputado João Caldas (PR-AL), a determinação na LDO daquele ano foi de fazer 24% do cais. Em 2005, com a obra ainda parada, Renan propôs duas emendas à LDO em favor da obra. Ambas foram parcialmente aprovadas.Na primeira, Renan pediu um acréscimo da meta de construção de 20%. Na segunda, o acréscimo de meta pedido é de 50% -que, segundo a proposta, equivale a R$ 8 milhões. No final, a lei previu que 8% do cais deveria ser construído no ano.Na LDO de 2003, o deputado federal Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão de Renan, também fez uma emenda para o porto de Maceió, propondo um aumento de 30% da meta.Há 15 dias, a obra voltou a ser tocada, após liberação de cerca de R$ 15 milhões por meio de lei promulgada em dezembro de 2006. Até então, os repasses somavam cerca de R$ 23 milhões. Segundo a Mendes Júnior, os repasses à obra eram previstos no Orçamento, e foram liberados por meio de lei.Por meio de sua assessoria, Renan afirmou que não se lembra de todas as suas emendas à LDO e que “vai continuar lutando para levar recursos para Alagoas”. Ele negou ter contas pessoais pagas por Gontijo. Assinante lê mais aqui
Lenços da paz

Numa manifestação pela paz no Brasil, 15 mil lenços brancos foram pendurados em imenso varal, ontem, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (foto), lembrando o número de pessoas assassinadas no país neste ano. O protesto foi promovido pela organização não-governamental (ONG) Rio de Paz, que chegou ao total de homicídios com base em estatísticas das secretarias de Segurança do Distrito Federal e dos 27 estados e em levantamentos da imprensa e de especialistas.
“A pedagogia da repetência acha mais fácil reprovar que ensinar”

O que prejudica é a reprovação feita nas escolas públicas, uma violência contra os jovens, pois não recupera suas deficiências e torna-se uma condenação ao fracasso. Quero ressaltar que a aprovação automática não existe no Brasil, e sim o sistema de ciclos em progressão continuada, em que a reprovação só ocorre em algumas séries. Contrárias às previsões catastróficas, pesquisas recentes mostram que não existem diferenças de desempenho entre estudantes no sistema de ciclos e no de reprovação por séries. Ressaltam, porém, que os alunos dos ciclos abandonam menos a escola e têm mais chances de sucesso profissional. Na Prova Brasil vimos Estados e cidades com ciclos obter alguns dos melhores resultados. O Brasil é dominado pela “pedagogia da repetência”, que acha mais fácil reprovar alunos que ensiná-los. Somos o campeão de reprovação na América Latina e temos desempenhos lastimáveis nas avaliações internacionais. Precisamos cumprir o que diz a LDB, lei maior da Educação: o papel do professor não é ensinar, é levar o aluno a aprender.
Rose Neubauer
Professora da Faculdade de Educação da USP
(Li no caderno ALIÁS do Estadão do último dia 27/05)
Manchetes do Dia (31/05)
Jornal de Notícias: Ministro ameaça Rádios Piratas
O Tempo: Médicos do INSS param em todo o país
Hoje em Dia: Aprovado FGTS em obras
Estado de Minas: Justiça quebra sigilo da Operação Navalha
1001º post
Este é o post de número 1001. Nem acredito que em quase 05 meses de vida do 2Dedos tenha postado 1000 notinhas. Atingimos agora a marca de 40.448 visitas desde janeiro de 2007. Por isto agradeço a todos vocês que lêem o 2Dedos de Prosa. Bom dia a todos e até o 2000º post. Se Deus quiser.

Calheiros e sua pensão
Todos ouvimos com atenção as desculpas apresentadas pelo Senador Renan Calheiros acerca dos pagamentos de pensão alimentícia feitos à sua filha com a jornalista Mônica Veloso. Não deve ter mentido, pois é um político experiente e sabe que a mentira por menor que fosse, seria a sua “pá de cal”. Contudo não contrariou a reportagem da Veja em quase nada. Assumindo que fez os pagamentos de R$ 16.500,00 por mês entre aluguel (R$ 4.500,00) e pensão (R$ 12.000,00) o que será que ele apresentou em sua defesa na ação alimentícia que induziu o juiz a determinar uma pensão de apenas R$ 3.000,00? Ora qualquer brasileiro sabe que o valor da pensão é determinado com base nos vencimentos. Para o salário de Senador é um valor justo, ou seja, para quem tem contra-cheque de R$ 13.000,00. Mas para quem apresentou declaração de IRPF com rendimentos agropecuários da ordem de R$ 400.000,00 é uma ninharia. Certamente ele não apresentou a comprovação de seus ganhos com a agropecuária como estratégia defesa para pagar menos. Então ficam as perguntas: Ele mentiu no processo de pensão alimentícia? Ou ele mentiu aos seus pares no Senado? Existem duas morais, a do Senador da República e a do cidadão e marido infiel Renan Calheiros?
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Por Bruno Tavares e Fausto Macedo, no Estadão desta quinta:

Por Mariângela Gallucci, do Estadão desta quarta: