Posts de Abril, 2007|Página de posts mensais
Desvio de recursos na gestão Alckmin
Do Correio Braziliense, hoje:
“Recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) foram utilizados para o pagamento de cursos inexistentes conveniados com a Secretaria Estadual do Trabalho de São Paulo. Um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) mostra que pelo menos uma entidade “fantasma” teria feito convênio com a secretaria para o recebimento de recursos. As investigações incluíram as gestões dos secretários do Trabalho no governo Geraldo Alckmin, Francisco Prado Ribeiro e Walter Caveanha, ambos do PTB.
A instituição Associação Beneficente Educacional Conhecer Aprendendo (Abeca), que estaria sediada em Rio Claro, no interior paulista, não foi encontrada. Na prestação de contas, aparece como endereço da entidade a avenida Cinco, número 403, em Rio Claro. No local, não havia nada.”
A lição não foi aprendida
Da Folha de S.Paulo, hoje:
“Sete meses depois do pior acidente aéreo da história do país, com 154 mortos, a Aeronáutica ainda não implementou as medidas de segurança previstas internamente para corrigir falhas no sistema de controle de tráfego aéreo e evitar acidentes. A FAB (Força Aérea Brasileira) diz que as medidas, elaboradas depois do acidente, estão “em análise”.
Em meios internacionais, contudo, o Brasil sustenta que tomou as precauções neces- sárias “imediatamente”. Em reunião da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) neste mês na Costa Rica, onde o país enfrenta pressões devido à crise aérea, o Brasil disse que as medidas já foram efetuadas.
“Todas as ações que podiam ser implementadas na esfera brasileira foram lançadas, incluindo a implementação de algumas recomendações preliminares de segurança”, conclui o documento oficial apresentado pelo país na OACI.
A Folha teve acesso à lista e às justificativas brasileiras e verificou que as medidas de segurança recomendadas não foram aplicadas, com exceção de mudanças no manual de regras e a aplicação de aulas de inglês aos controladores, planejadas anteriormente.”
Com a mão na taça

O Atlético massacrou o Cruzeiro no primeiro jogo das finais do Campeonato Mineiro 2007, no Mineirão. O Galo goleou por 4 a 0 e deu um passo gigantesco para a conquista do título, que será definido no domingo. O time pode perder por até três gols de diferença. O placar refletiu a superioridade da equipe atleticana, que ainda perdeu várias outras oportunidades. Éder Luís, Danilinho (foto), depois de dar um chapéu em Fábio, Marcinho, de pênalti, e Vanderlei, com o goleiro cruzeirense de costas para o jogo, marcaram para o alvinegro. Fábio (à direita) tentou explicar a esdrúxula situação, alegando que havia duas bolas em campo. Só que uma delas estava dentro de seu próprio gol, portanto fora de jogo. Os gols foram marcados no segundo tempo. O Cruzeiro teve o zagueiro Gladstone expulso, na etapa inicial, e Simões, na final. Torcedores dos dois times se enfrentaram antes do jogo, no Centro da cidade e na porta do estádio.Foto: Marcelo Sant anna/EM
Manchetes do Dia (30/04)
O Tempo: Sem-teto ocupa prédio na Serra
Hoje em Dia: Atraso do IR dá multa de R$ 165,74
Estado de Minas: Com a mão na taça
Veja 3 – Diogo, o “Dono do Cavalo Marrom” do petismo
Segue trecho do texto de Diogo Mainardi.
Os petistas só se referem a mim como “O colunista” ou “O colunista da VEJA”. Trata-se de um tabu bastante comum entre os povos primitivos. Os índios nambiquaras nunca pronunciam os nomes dos outros membros da tribo. Eles acreditam que os nomes próprios possuem propriedades mágicas, sendo escolhidos diretamente por Dauãsununsu, o ente supremo. Revelá-los é um sacrilégio.
Os oromos, da Etiópia, nutrem o mesmo temor pelos nomes próprios. As mulheres oromos costumam denominar seus maridos a partir de alguma característica marcante. Podem chamá-los de “O Honesto”, ou “O Prudente”, ou “O Desdentado”, ou “O Dono do Cavalo Marrom”.
Eu sou o “Dono do Cavalo Marrom” dos petistas. Se eu sou o “Dono do Cavalo Marrom” dos petistas, eles só podem ser os meus oromos, os meus nambiquaras. Sinto em relação aos petistas o mesmo espanto e o mesmo encantamento que Claude Lévi-Strauss sentiu em relação aos selvagens de Mato Grosso. Claude Lévi-Strauss, num de seus principais tratados sobre o assunto, comparou os nambiquaras a “uma raça gigante de formigas”. Edgar Roquette-Pinto, que percorreu o território nambiquara duas décadas antes do antropólogo francês, definiu-os como “homens da Idade da Pedra”. O presidente americano Theodore Roosevelt, que também passou pelas terras dos nambiquaras, afirmou que eles “nem chegaram à Idade da Pedra, sendo ingênuos e ignorantes como animais domésticos”.
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